AUTORA: DRA CLAUDIA FERREIRA »
Não vamos falar aqui exatamente sobre o que você vai comer, mas como você vai preparar seu alimento. A vida urbana tem pressa. Somos impelidos à praticidade em todas as nossas ações do dia a dia, fazer tudo rápido para caber dentro do curto tempo que dispomos fora do trabalho. Aí, pensar no que comer e como preparar pode “roubar” esse valioso curto tempo, que talvez você queira gastar em tarefas mais producentes.
Vamos então ao personagem principal dessa conversa, o Forno micro-ondas. Ele pode reduzir seu tempo na cozinha, aquecendo ou mesmo cozinhando seu jantar. Mas será que ele é mesmo “só alegria”?
Presente em 96,8% dos lares americanos, segundo censo de 2015 (hoje deve ter chegado a 100%), o micro-ondas é um sucesso de vendas. E como isso começou?
A emissão de micro-ondas teve sua primeira aplicação prática em 1935 pelo físico britânico Sir Robert Watson-Watt e depois foi amplamente usada na Segunda Guerra Mundial como radar, que é a abreviação de “radio detecting and ranging” (detecção e alcance de radio). As frequências do radar estão na faixa de micro-ondas do espectro eletromagnético, e alguns equipamentos de radar operam na mesma frequência dos aparelhos de telefones celulares (telefonia móvel).
Dentro desses estudos e usos do radar, em 1945 o Forno micro-ondas como conhecemos hoje foi descoberto casualmente. Um engenheiro descuidado esquecera uma barra de amendoim em seu bolso, ele estava perto de um dispositivo de radar e percebeu que sua barra de amendoim havia derretido. Passou, então, a conhecer as propriedades de aquecimento das micro-ondas. Depois percebeu que em frequências maiores perto de 2,45 GHz poderia fritar ovos. Pronto! Patenteou a marca comercializada a partir de 1945.
Esta freqüência de 2,45 GHz é a mesma utilizada pelos aparelhos de telefone celular, wi-fi e telefones sem fio. E qual o problema? A questão é que o forno micro-ondas também cria um campo eletromagnético ao seu redor, emitido sobretudo por sua porta.
E qual o problema de criar um campo eletromagnético? Vivemos em campos eletromagnéticos de diferentes frequências de ondas. O sol, por exemplo, é um grande emissor de frequências. A questão é que muitos desses campos podem ser nocivos à saúde. Por quê?
A possibilidade de campos eletromagnéticos serem nocivos vai depender da capacidade “ionzante”, da frequência eletro-magnética do campo. Existem campos ionizantes e campos não ionizantes.
Os campos ionizantes têm energia suficiente para romper átomos e liberar elétrons e formar íons. Dentro do corpo, esses elétrons formam radicais livres, que, se produzidos em excesso ou se o organismo não tiver um sistema anti-oxidante eficaz, podem levar a sérios danos. Os radicais Hidroxila são os mais danosos. Outra ação nociva dos campos ionizantes é o dano ao DNA no núcleo da célula. Exemplos de emissores de campos não ionizantes são os aparelhos de RX, a Radioterapia…
Os campos não ionizantes não têm energia suficiente para criar íons e, por isso, sempre foram considerados não nocivos à saúde. São os aparelhos de Telefone Celular, Computadores, Fornos de micro-ondas… No entanto, pesquisas atuais mostram que eles podem, sim, ser nocivos. A questão é que o mecanismo de danos ao organismo é diferente daquele causado pelos campos ionizantes. Por isso, muitos são céticos em relação a esses danos, uma vez que as pesquisas vão por caminhos onde não estão as “provas do crime”…
Lembra que falei acima que os campos ionizantes geravam íons, radicais livres e o pior era o radical Hidroxila? Pois, os campos não ionizantes podem gerar os mesmos danos aos tecidos corporais e DNA por outro mecanismo, o da formação de radicais livres do tipo Carbonila. Ficou complicado, né? Mas o que vc precisa saber é que esse tal radical Cabonila é ainda mais danoso ao organismo. E ele é formado por campos eletromagnéticos de wi-fi, telefone celular e ele… o forno micro-ondas.
Então… o Forno micro-ondas por formar um Campo Eletromagnético na sua frente pode ser nocivo ao organismo, com sérias consequências aos tecidos, função de órgãos e vísceras e danos ao DNA, o que pode abrir caminho para doenças graves como o câncer. Além disso, o alimento usado dentro do forno tem seu valor nutricional totalmente destruído pela violenta vibração das moléculas de água nele contido. Você passa a comer algo como uma palha seca. E se você não recebe micronutrientes, seu organismo fica menos preparado para eliminar os tais radicais livres perigosos.
O que fazer?
- O melhor é não ter, não usar o forno micro-ondas.
- Substitua por um forno elétrico.
- Nunca aquecer líquidos, água.
- Nunca ficar na frente do forno, quando ele está ligado. Certificar-se de que a porta está bem vedada.
- Cuidar da sua saúde. Pessoas com bom nível de minerais e bom sistema anti-oxidante podem sofrer menos com essa emissão de campos eletro-magnéticos.
- Acostumar-se a dispor de mais tempo para preparar seu alimento com qualidade. Não gastar o pouco tempo livre que você tem com outros emissores de campos eletromagnéticos nocivos, como a TV ou o aparelho celular…
- Caminhe descalço na terra, grama, areia do mar, faça um aterramento para descarregar os campos eletro-magnéticos nocivos de seu corpo.
- Cuidar-se!
Fontes:
- Gittleman, A,N, Zapped, Harper One, NY, 2010
- Becker, Dr. Robert O. Cross Currents, the perils of eletropollution, the promise of Eletromedicine -Jeremy P. Tarcher, NY, 2004.
- Mercola, Dr Joseph, EMF*D, 5G, Wi Fi & Cell Phones: Hidden Harms and How to Protect Yourself. Hay House, NY, 2020.